Assessoria Financeira

A Assessoria Financeira da FNHRBS é responsável pelo planejamento financeiro da entidade. Realiza o acompanhamento de Ativo e Passivo junto ao Escritório de Contabilidade para a formatação do balanço contábil/financeiro para aprovação de contas anual junto ao Conselho Fiscal. Identifica qual o nível de atividade/faturamento necessário para a entidade cobrir todas as despesas visando melhorar a sua liquidez, através do desenvolvimento de planejamento para saneamento das dívidas.

A Gerência Financeira realiza mensalmente uma análise global da entidade visando melhoria geral de otimização de recursos, negociação de taxas e tarifas junto às instituições financeiras, orientação quanto a novas formas de financiamentos, análise de resultados, etc. Ao final de cada semestre apresenta relatórios financeiros, proporcionando uma visão geral do fluxo de caixa da entidade, auxiliando todo planejamento financeiro, para utilização como ferramenta nas tomadas de decisão.

É também responsável pela supervisão de todos os setores da entidade, pela reestruturação administrativa e o acompanhamento de todas as rotinas internas.

A Assessoria Financeira da FNHRBS está apta a orientar os Sindicatos Filiados na elaboração e emissão das guias sindicais, auxiliando a melhorar seu cadastro para obtenção de uma maior receita financeira. É responsável ainda por nortear os Sindicatos Filiados de como gerir o seu caixa com melhores taxas de aplicação junto aos bancos conveniados.

Apresentação dos seguintes relatórios:

  • Participação das Receitas e Despesas no valor Total
  • Comparativo das Médias do Segundo e Terceiro mês
  • Comparativo das Receitas do Negócio
  • Comparativo das Despesas Administrativas
  • Comparativo das Despesas Financeiras
  • Comparativo dos Impostos
  • Comparativo das Despesas Não Operacionais
  • Comparativo Pró-Labore
  • Comparativo das Despesas Variáveis
  • Comparativo das Despesas com Mão-de-Obra
  • Comparativo das Receitas X Despesas do Mês
  • Participação dos Centros de Custos na Receita Total
  • Participação dos Grupos de Despesas nas Despesas Totais do Mês
  • Variação das Receitas no Valor Total Mensal
  • Variação das Despesas no Valor Total Mensal
Assessoria Financeira:

Carlos Augusto Freitas de Carvalho

Conceitos Financeiros:

A complexidade das relações econômicas atualmente existente no mercado torna a atuação das empresas, independente de seu tamanho e segmento de atuação, igualmente complexa, transformando o correto entendimento das relações financeiras, em uma vantagem competitiva extremamente importante. Pensando nisso selecionamos alguns conceitos fundamentais para as tomadas de decisões.

Objetivo da Empresa:

O principal objetivo de qualquer empresa, independente de sua forma de constituição, é ter o seu valor maximizado através da atividade de produção de bens ou prestação de serviços para venda no mercado.

Alavancagem:

Alavancagem significa a capacidade de uma empresa utilizar ativos ou fundos a um custo fixo de forma a maximizar o retorno de seus proprietários. Como existe uma relação direta entre risco e rentabilidade, onde quando maior o risco, maior o retorno e vice versa, alavancagens crescentes significam um grau maior de incerteza quanto a rentabilidade projetada e por extensão, um retorno esperado maior.

Alavancagem Operacional:

A alavancagem operacional é determinada em função da relação existente entre as receitas operacionais e o lucro antes de juros e imposto de renda, conhecido como LAJIR (este conceito confunde-se com o lucro operacional).

Alavancagem Financeira:

Podemos definir a alavancagem financeira como a capacidade da empresa em maximizar o lucro líquido por unidade de cotas no caso de uma empresa por cotas de responsabilidade limitada ou por ações no caso de uma sociedade anônima, através da utilização de encargos financeiros fixos.

Apropriação de Receita:

Apropriação das receitas que podem ser associadas a um produto individual (serviço, cliente, etc) de maneira economicamente viável (custo efetivo).

Apropriação do Custo:

Termo geral que engloba (1) a apropriação direta dos custos a um objeto de custo e (2) o rateio dos custos indiretos ao objeto de custo.

Benchmark:

Ponto de referência em relação ao qual podem ser feitas comparações.

Benchmarking:

Processo contínuo de mensuração de produtos, serviços ou atividades em relação aos níveis ótimos de desempenho.

Capital de Giro:

Diferença entre os ativos e passivos circulantes ou entre o Patrimônio Liquido acrescido do Exigível a Longo Prazo e o Ativo Permanente acrescido do Realizável a Longo Prazo. A diferença significa o montante de recursos a longo prazo aplicados no financiamento das necessidades correntes de recursos da empresa, ou seja o grau de sucesso obtido pela empresa em obter recursos de longo prazo para financiamento das necessidades de curto prazo.

Centro de Custo:

Unidade acumuladora de custos; centro de responsabilidade em que o gerente responde somente pelos custos.

Ciclo de Caixa:

Um dos fatores mais importantes na determinação da necessidade de capital de giro. O ciclo de caixa é definido como o tempo decorrido entre o pagamento da matéria-prima e o recebimento do produto da venda. Durante esse período os recursos da empresa estão aplicados no capital de giro.

Controle e Acompanhamento:

O monitoramento do contas a receber é fundamental para boa saúde financeira de uma empresa. O acompanhamento deve ser constante de forma a detectar quaisquer variações negativas e permitir a tomada imediata de medidas corretivas.

Custeio Direto:

Custeio direto (ou variável) é o método de se avaliar os estoques de produtos atribuindo-se a eles apenas e tão somente os custos variáveis de fabricação, sendo os custos fixos descarregados diretamente como despesas do período.

Custeio por Absorção:

Custeio por absorção significa a apropriação, aos produtos elaborados pela empresa, de todos os custos incorridos no processo de fabricação, quer estejam diretamente vinculados ao produto, quer se refiram à tarefa de produção em geral e só possam ser alocados aos bens fabricados indiretamente, isto é, mediante rateio.

Custo:

Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens e serviços: são todos os gastos relativos à atividade de produção.

Custo ABC:

O custo ABC - Activity Basead Costing é uma das maneiras que dispomos para calcular os custos da empresa, mas não a única. O custo ABC é uma metodologia que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos.

Custo de Capital:

Custo de capital pode ser definido como a taxa de retorno necessária a cobertura das despesas financeiras geradas por investimentos realizados por uma empresa, de forma a manter inalterado o valor atual dos lucros esperados. A determinação do custo de capital é fundamental para as decisões de investimento seja através da compra ou do aluguel de um bem e para a definição da estrutura de capital.

Custo de Manutenção de Estoque:

O custo de manutenção de estoque é composto do investimento realizado em estoques, acrescido dos custos financeiros relativos à armazenagem, manuseio, impostos, seguros, depreciação e obsolescência. O valor do custo de manutenção é igual ao custo unitário de manutenção de cada item componente do estoque multiplicado pelo estoque médio (o estoque médio no período vai depender da freqüência em que os pedidos de renovação dos estoques são colocados).

Custo de Oportunidade de Capital:

Sempre que você for investir decida por uma alternativa de investimento em detrimento às demais opções existentes naquele momento, utilizando implicitamente o critério de optar pela alternativa que lhe gerará o maior retorno.

Custo de Produção:

É o custo do que foi produzido no período.

Custo de Transformação:

Representa o esforço da empresa para transformar o material, adquirido do fornecedor, em produto acabado. É a soma da mão-de-obra direta mais os gastos gerais de fabricação (GGF).

Custo Direto:

São aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados, porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação.

Custo dos Produtos Fabricados:

Representa a soma dos custos dos produtos fabricados até o momento do encerramento do exercício, ou seja, é o custo da produção do período mais o custo da produção dos períodos anteriores ainda em estoque.

Custo dos Produtos Vendidos:

É o custo dos produtos entregues aos clientes no período, ou seja, o custo dos produtos acabados que saíram do depósito. Representa a parcela de custo confrontada com a receita visando a apuração do resultado.

Custo Fixo:

Custos fixos são aqueles cujos valores são os mesmos, qualquer que seja o volume e produção da empresa. É o caso, por exemplo, do aluguel da fábrica. Este será cobrado pelo mesmo valor qualquer que seja o nível de produção, inclusive no caso da fábrica nada produzir.

Custo Indireto:

São os custos que dependem de cálculos, rateios ou estimativas para serem apropriados em diferentes produtos, portanto, são os custos que só são apropriados indiretamente aos produtos. O parâmetro utilizado para as estimativas é chamado de base ou critério de rateio.

Custo Padrão:

É um custo determinado da forma mais cientifica possível pela engenharia de produção da empresa, dentro de condições ideais de qualidade dos materiais, de eficiência da mão-de-obra, com o mínimo de desperdício de todos os insumos envolvidos.

Custo Padrão Corrente:

Situa-se entre o ideal e o estimado. Ao contrário deste último, para fixar o corrente, a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. Por outro lado, ao contrário do Ideal, leva em consideração as deficiências que reconhecidamente existem, mas que podem ser sanadas pela empresa, pelo menos a curto e médio prazos. Este tipo de custo-padrão pode ser considerado o mais adequado para fins de controle.

Custo Padrão Estimado:

É aquele determinado simplesmente através de uma projeção, para o futuro, de uma média dos custos observados no passado, sem qualquer preocupação de se avaliar se ocorreram ineficiências na produção.

Custo Primário:

É a soma da matéria-prima mais a mão-de-obra direta.

Custo Semi-Fixo:

Custos semi-fixos são custos que são fixos numa determinada faixa de produção, mas que variam se há uma mudança nesta faixa.

Custo Semi-Variável:

Custos semi-variáveis são custos que variam com o nível de produção mas que, entretanto, têm uma parcela fixa que existe mesmo que não haja produção. É o caso, por exemplo, da conta de energia elétrica da fábrica, na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período, embora o valor da conta dependa do número de quilowatts consumidos e, portanto, do volume de produção da empresa.

Custo Variável:

Custos variáveis são aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. Exemplo: matéria-prima consumida. Se não houver quantidade produzida, o custo variável será nulo. Os custos variáveis aumentam à medida em que aumenta a produção.

Depreciação Acelerada:

Método de depreciação em que, nos primeiros anos após o investimento, a depreciação é maior do que no método linear.

Depreciação Linear:

Método de depreciação em que o mesmo valor é considerado a cada ano.

Desembolso:

Saídas de caixa para atender a aquisição de um bem ou serviço. Pode ocorrer antes, durante ou após a entrada da utilidade comprada, portanto defasada ou não do gasto.

Despesa:

Gastos com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas.

Dumping:

Prática comercial que consiste em vender produtos a preços inferiores ao seu custo com a finalidade de eliminar concorrentes e/ou ganhar mais participação de mercado.

Estoque:

Os estoques são um dos itens mais significativos do investimento em ativo circulante de qualquer empresa industrial. Da mesma forma que o contas a receber, existe uma relação direta e de interdependência entre as vendas e os estoques. No entanto, enquanto o contas a receber cresce após a venda, o nível de estoques cresce antes da venda ocorrer, fato gerador de uma diferença fundamental.

Tipos de Estoque:

1) Matéria Prima - Qualquer tipo de industria tem algum tipo de matéria prima em seu estoque. O nível de cada tipo vai depender da analise de vários fatores.

2) Produto em Fabricação - Compreende o estoque de todos os itens que estão sendo utilizados no processo produtivo. Existe uma relação direta entre a duração do ciclo de produção e o nível médio de estoque de produção em elaboração, isto é, quanto maior for o ciclo de produção, maior será o nível de estoque de produtos em fabricação

3) Produtos Acabados - O estoque de produtos acabados compreende os produtos já terminados, mas ainda não vendidos. Como na maioria das empresas industriais, a produção corre antes da venda, o nível de produtos acabados é determinado pelas projeções de vendas, pela capacidade de produção e pelo nível de investimentos requeridos em produtos acabados.

Fluxo de Caixa:

O fluxo de caixa tem por objetivo principal, a projeção das entradas e das saídas dos recursos financeiros da empresa em um determinado período de tempo.

Gasto:

Sacrifício que a entidade arca para obtenção de um bem ou serviço, representado por entrega ou promessa de entrega de ativos.

Giro de Caixa:

O giro de caixa representa o número de vezes em que o caixa girou no período de analise, utilizando a mesma conceituação teórica do giro do estoque, contas a receber e contas a pagar.

Investimento:

Gasto com bens ou serviço ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros.

Lucro Líquido Operacional:

Margem operacional deduzida despesas financeiras liquidas e as perdas com devedores duvidosos.

Lucro Operacional:

O lucro operacional é igual a receitas totais das operações menos os respectivos custos totais.

Margem de Contribuição:

O conceito de Margem de Contribuição está associado à identificação do custo imediatamente "emergente"na produção de determinado produto. O custo que varia de acordo com a produção, ou seja, o que surge em função dela e que se chama "variável" vai nos possibilitar o cálculo do lucro marginal.

Método do Valor Presente Líquido:

Este método compara na data em que o projeto terá seu inicio, todas as entradas e saídas existentes projetadas no fluxo de caixa, trazendo esses valores futuros para a data inicial, como se cada entrada ou saída do fluxo fosse um montante e quiséssemos calcular o respectivo valor atual, utilizando para tanto a taxa mínima de atratividade definida.

Método da Taxa Interna de Retorno:

Este método calcula a taxa que iguala o valor atual de todas as entradas de caixa ao valor atual de todas as saídas de recursos, calculados como se cada entrada ou saída fosse trazida para a data inicial do fluxo de caixa representativo de uma determinada alternativa de inversão de valores.

Padrões de Crédito:

Os padrões de crédito de uma empresa definem os critérios mínimos para concessão de crédito, estabelecendo as condições que o cliente precisa demonstrar para qualificar ao crédito. Os principais fatores levados em consideração ao estabelecerem padrões de crédito referem-se a probabilidade de atraso de pagamento e inadimplência.

Payback:

O Payback é um dos métodos mais populares utilizado para análise de alternativas de investimento. Consiste em quantificar através do fluxo de caixa, em quanto tempo um investimento é coberto pelas entradas e saídas de caixa ocorridas após a data de realização do desembolso inicial.

Perda:

É um gasto não intencional decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade produtiva normal da empresa.

Política de Cobrança:

As políticas de cobrança refletem os procedimentos adotados para receber uma duplicata na data do vencimento e as ações a serem adotadas no caso de atraso no pagamento, com definições especificas das medidas a serem tomadas e o tempo necessário à implementação.

Política de Crédito:

A política de crédito da empresa fornece os elementos para concessão de crédito a um cliente. Junto com as ferramentas de marketing básicas (preço, qualidade e publicidade), a política de crédito é uma das principais variáveis para aumento de vendas.

Ponto de Equilíbrio:

Significa a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos.

Ponto de Equilíbrio Econômico:

É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescidas de uma remuneração mínima (custo de oportunidade) sobre o capital investido pela empresa.

Ponto de Equilíbrio Financeiro:

É a quantidade que iguala a receita total com a soma de custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. Neste caso, os encargos da depreciação são exclusos por não representarem desembolso para empresa.

Ponto de Recompra:

Nível de estoque disponível que dá origem a um novo pedido.

Produção Just-in-time:

Sistema de produção em que cada componente de uma linha de produção é fabricada tão logo seja necessário para a etapa seguinte.

Risco Financeiro:

Risco financeiro, medido pela relação entre as variações no lucro operacional e no lucro por ação ou cotas, também é afetado pela composição da estrutura de capital utilizada pela empresa. Na medida em que financiamentos de custo fixo (fixo em reais ou em uma moeda qualquer utilizada como indexador, dólar, IGP, TJLP, etc) como, por exemplo, debêntures e financiamentos de longo prazo são utilizados, aumentam os custos financeiros da empresa e por extensão, o risco financeiro.

Risco Operacional:

O risco operacional (relação entre o impacto no lucro operacional em decorrência de variações nas vendas), é afetado pela aceitação e a forma de financiamento de um investimento. Na medida em que um projeto tem um grau de risco superior a média dos demais, os financiadores provavelmente aumentam o custo do financiamento de forma a agregar um prêmio de risco.

Taxa de retorno contábil:

Medida contábil de resultado dividida pelo investimento.

Taxa Mínima de Atratividade:

É o custo de oportunidade de capital, expresso sob a forma de taxa de juros. A taxa mínima é utilizada no cálculo e nos processos comparativos dos fluxos de caixa gerados pelas alternativas de investimento existentes, permitindo com base na sua utilização, a determinação da melhor alternativa de investimento.


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